ARGOR DECIDE FUGIR (pt.1)

Já passa da meia noite e faz frio na estrada.
O que ele carrega: sua capa de lã, alguns odres, seu pouco dinheiro e seus muitos livros.
Caminha como se houvesse um destino certo,mas não há. Ele é tão inseguro quanto seus sentidos,Pobre Argor, pobre Alemanha.
A lua,imensa, brilhante e presente, não lhe clareia os pensamentos.
Ele quer correr, mas seus pés estão cansados das lutas e batalhas, das fugas, das alegorias,
das insinuações, das apostas do reinado. Cansado…cansado….ele tomba!
Abre os olhos e sente um calor esmagador. Abre a boca e sente o seco das melancolias, das extravagâncias, das inquietudes, das abominações na calada da noite. Quem era Argor agora?
Eis que contemplam um velho, um velho de 40 anos, sacudido e despojado das suas fantasias e vaidades. Um cavaleiro, um lenhador, um amigo do rei, apaixonado por Ingrid, amigo de Gütter e Veizr. Quem era, quem é Argor agora?

O cerco está apertado e ele mal consegue se mover. Sente frio,medo, dores, saudades.

artes.clausp
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